- Então quer dizer que é mentira?
- Hum?
- Você não me ama mesmo né, Carlos Alberto? E olha pra mim quando eu falar com você!
- Pronto, acabou de estragar meu jogo. Agora só falta sair um gol do peru. Que que foi? Pra que esse drama todo?
Over gol de peru.
- Aí, ta satisfeita agora?
- É que você não me ama.
- Mas eu não acabei de falar que te amo? Deu azar e saiu o gol do peru.
- Falou.
- Então…
- Mas foi hoje, dia primeiro de abril. Dia da mentira. Você nunca me falou que me amava. E foi falar bem no dia da mentira.
- Mas catzo! Você é quem ficou insistindo!
Ele olha para o relógio
- Ó, vamos fazer o seguinte. Já vai dar meia-noite… 3…2…1…Pronto, meia noite. Tecnicamente agora já é dia dois de abril, não é mais dia da mentira. Agora eu já posso dizer Eu te amo e você pode actreditar. Quer ver? Eu – te – a – mo. Viu?.
- É?
- É.
- Mesmo?
- Mesmo.
- De verdade?
- Juro.
- Não sei não… Hoje você nem deu atenção pra mim aqui no bar… ó quis ficar vendo esse jogo do Brasil.
- Não, impressão sua. É que seleção brasileira é só de vez em quando né. Você é todo dia que eu vejo.
- Ta vendo? Você prefere a seleção a mim! “Essa daí eu vejo todo dia”.
- Não não. Você dá de goleada em qualquer seleção pela minha preferência.
- É?
- É… ou você acha que eu vou te trocar por esse monte de homem suado, feio pra burro? Olha o Ronaldinho Gaúcho, que coisa horrorosa.
- Mas o Kaká é bonitinho, vai
- Êêêê… e você acha que eu lá vou achar homem bonito? Prefiro você.
- Então ta.
(silêncio na mesa. Ele masca uma manjubinha)
- Amo-or
- Oi
- Então você me ama mesmo?
- Poxa, já falei. Claro!
- Lá vem você de novo com esse “Claro”…
- Mas eu já falei que te amo, poxa vida. Quer ouvir mais? Eu te amo, eu te amo, eu te amo… Satisfeita?
- Hum…. quase. Você me ama mais que essa manjubinha?
- Claro, sem dúvida. Mesmo com esse molhinho de alho essa manjubinha não chega aos seus pés.
(terminando de mascar a manjubinha, tenta dar um beijo nela. Ela recua)
- Ah não, cruz credo. Molhinho de alho não.
- Aí, ta vendo, agora é você que está com frescura.
- To nada.
(A mesa fica em silêncio)
- E você me ama mais que esse bar?
- Affe, que pergunta mais besta
- Ama ou não ama?
- Amo, amo fácil. Esse bar não é nada se eu não viesse aqui com você.
- Ah ta…
(novo período de silêncio na mesa)
- E a cerveja? Você me ama mais do que a cerveja?
- Hum…
- “Hum..” o que?
- Se eu amo mais você ou a cerveja?
- É.
- Quantas garrafas? Qual cerveja?
(fim… tela preta. Créditos. Ao fundo ouve-se o cara rindo)
- hahaha calma, amor… foi uma piada… eu amo mais você
- Ama mesmo?
24/Maio, 2009 às 3:30 pm |
hahahahhaahha… que droga de mulher mais insegura…rs. O pior é que homem adora ficar com mulher assim…rs, fazer o quê?
Demais, Paulo! Essa conversa de casal foi surreal…rs