Gorn in Rio – parte 2

26/Outubro, 2009

 

É meio dia quando eu acordei, não havia mais ninguém no dormitório. Tomei um banho rápido como só um banheiro imundo de albergue consegue te forçar e saí começar minhas aventuras pelo Rio de Janeiro. Mas, antes de sair, na recepção do albergue sou parado pelo recepcionista.

- Um minuto, você quem é?

Dou meu nome e ele.

(modo carioquês on) – Ah “cerrrto”, é que ta faltando você acertar sua “ixtadia” né?

Como assim, ta faltando acertar minha estadia? Explico que ao chegar, entreguei à menina que estava na recepção o comprovante de depósito, ele me replica que ela não avisou nada, eu insisto que está tudo certo, ajudo-o a localizar o comprovante, ele diz que não estava nominal mas ok, iria confirmar com ela. Quando eu acho que está tudo certo e já ponho um pé pra fora da porta, ele me chama de novo:

(modo carioquês on) – Então, mas falta ainda acerrrrrtar a ixtadia dax duax meninaxxx que estão com você.

- Comequié? Que duas meninas?

- Aquelax duax que chegaram contigo.

Pensei em responder “Peraí, meu amigo, não faço a menor idéia de que meninas você esteja falando, infelizmente estou sozinho, se estivesse com duas meninas teria o maior prazer em pagar a diária delas, mas não estou, Inclusive se eu tivesse dinheiro sobrando, pagaria só pra poder posar de o fodão que está acompanhado por duas meninas, mas infelizmente não é o caso, não conheço nenhuma menina, não tenho direito sobrando, então não vou pagar nada”, mas desisti.

- Não estou com ninguém.

Ele faz uma cara de quem não gostou muito, deu vontade de retrucar falando que também não tinha gostado dele, que a menina da manhã era bem mais bonita e simpática, mas desisti de novo e simplesmente me virei e fui embora. Nem sabia direito onde eu ia, só queria sair dali pra não arrumar bate boca, não tava mais levando na esportiva aquela visita ao Rio. Fazia no máximo três horas que eu estava na cidade e nada estava dando certo, parecia haver um complô contra mim. “Eu devo realmente ter muita cara de paulista e isso deve ser pegadinha, só pode. Primeiro dois malandros desarmados vêm me roubar, agora o pessoal do albergue quer levar um a mais. Tiraram o dia para zoar o paulista”, comecei a resmungar mentalmente, fazendo com eu meu humor piorasse a cada minuto. “Só falta encontrar a menina que vai ser minha guia e imediatamente ser brindado com uma história triste qualquer de como os ingressos foram extraviados e não iremos mais a jogo nenhum” . Incrível como nossa mente, quando estimulada, consegue formar os piores cenários possíveis, e eu já estava até levantando a hipótese de sequer conseguir encontrá-la quando passo por um bar onde uma turma enorme de são paulinos bebia animadamente. Rapidamente me entrosei com todos eles e, conversa vai, conversa vem, sou convidado a acompanhá-los ao Maracanã. Bom, dos males o menor, agora se tudo mais falhasse eu já tinha companhia pro estádio e, melhor de tudo, não andaria sozinho por aí para ser o único paulista a ser zuado. Agradeci o convite, mas segui em frente, pois ainda precisaria encontrar a minha desconhecida amiga, que acabava de me ligar dando as coordenadas de como fazer para chegar no apartamento dela. Pelo caminho a pé da Lapa até a Glória, enquanto passava por pessoas das mais estranhas possíveis, com seus panos estendidos na calçada, vendendo as coisas mais improváveis possíveis, me perguntava por que raios tinha me metido naquela aventura no Rio de Janeiro. Enquanto confirmava que havia chegado à rua indicada e buscava o número certo, eu ainda me reprovava mentalmente, definitivamente eu não era mais um moleque, esses arroubos de sair sozinho sem destino deveriam ficar no passado, mais ou menos uma década atrás, quando somos totalmente inconseqüentes. Onde, afinal, eu estava com a cabeça? Nesse exato momento cheguei ao prédio e vi minha amiga na porta me esperando. Ela abriu um sorriso tão sorriso que na hora eu me lembrei do motivo que me trouxe ao Rio.

(continua)


Gorn in Rio – parte 1

18/Outubro, 2009

Depois de uma hora parado no trânsito, enfim chego à rodoviária. Desembarco em meio a um mundaréu de passageiros. Uma chuva fina bastou para transformar em caos partidas e chegadas, e dezenas de pessoas aguardam para partir em ônibus que já deveriam ter saído ou para receber seus conhecidos que ainda não chegaram em ônibus que já eram pra estar lá há tempos. Vendo aquele tumulto todo, resolvo comprar o quanto antes a minha passagem de volta, o que me demora mais uns quarenta minutos na fila do guichê. Assim que consigo ouço alguém às minhas costas: “Não acredito! Chuchu?” Me viro e vejo uma amiga que há tempos não encontrava, sorrindo para mim. Pausa na narração. Esclarecimento importante: “chuchu” é um termo carinhoso ao qual alguns anos atrás eu usava para me referir a toda e qualquer mulher que eu conhecia. Não se tratava de menosprezar dizendo que era sem gosto, era simplesmente uma forma mais fácil de eu não ter que tentar gravar nomes e, repetidamente, fracassar. Claro que elas sempre me chamavam de “chuchu” de volta e, até hoje, ainda trombo com quem me chame assim. Voltemos à narração. Minha amiga está com mais uma menina num albergue em Copabacana e combinamos de fazer algo mais à noite, apesar de estarmos longe um do outro. Elas vão embora num táxi, em sentido inverso ao meu caminho, e eu tomo um ônibus. Pronto, se tudo mais der errado, pelo menos um rosto conhecido eu tenho no Rio. Incrível como quando você está sozinho, procura conversar e fazer amizade com todo mundo: no ônibus que eu pego para a Cinelândia conheço um casal de paulistas, que está procurando albergue pra ficar. Quando expliquei com empolgação do meu achado na Lapa, ao lado da boemia e da farra, eles gentilmente agradecem e vão para outro lugar “queremos ver monumentos e arquitetura”. Bom, cada um com suas prioridades, desço sozinho na Cinelândia e sigo caminhando para o albergue. A chuva não para de cair e me vem à mente a cena-cichê do cara que acaba de chegar na cidade e é surrado, roubado e deixado sem nada desacordado na chuva. Rio da minha idéia besta, mas me convenço de que bandido não sai pra assaltar sete e meia da manhã, e na chuva, certo? Errado. Lá longe vejo vindo na mesmo calçada na minha direção dois típicos malandros de morro. “Vai dar merda” pensei, ao ver que na rua éramos só nós três. “É só manter a calma, vou atravessar a rua e assim, sutilmente, fugir deles.”  Atravesso a rua e, adivinha? Eles também. “É, realmente vai dar merda” voltei a pensar, enquanto eles estavam chegando cada vez mais perto. “Só passar por eles rapidamente, não parar, e rezar pra nada acontecer”, me instruí.  Eles vindo, eu indo, “vai dar merda mesmo” eles mais perto, eu mais perto, “qualquer coisa eu saio correndo”, nenhum dos três dá sinais que vai desviar do caminho, o encontro é iminente, um deles desacelera, o outro passa  já pega na minha mochila e se dirige a mim (mode carioquês on): “Ae, guerrero, perrrdeu.” O da frente já me segura pela camiseta “Seguinte, é um assalto, passa tudo ou te encho de facada”. Olho pra ambos e não vejo arma nenhuma. Se tivessem armaods, levariam o que quisessem, mas já passei da idade de ser intimidado só no grito, forcei a passagem e saí correndo. Eles não vieram atrás e eu só parei quando vi uma viatura de polícia parada. Mas aí eu já estava realmente perto do albergue, que rapidamente achei e entrei. A moça da recepção, muito simpática, enquanto fazia meu cadastro e pegava o comprovante de depósito das diárias, engatou aquele papinho de “primeira vez aqui, etc etc etc” e terminou com um “Você vai ver, vai gostar do Rio, tem muita coisa maneira aqui”. Pensei se deveria responder “É, tenho certeza que será ótimo, até me assaltar já tentaram”, mas achei uma resposta por demais ranzinza, ia contribuir pra ela falar mal dos paulistas, então me contive e virei para o lado, onde tinha um cartaz “Don´t be a gringo. Be a local” que oferecia excursões na favela. “Pronto, tudo certo, seu quarto é subindo a escada, primeira porta a direita”. Subi as escadas e entrei no quarto, onde imperava uma orquestra de roncos. Três beliches estavam ocupados e só um lá no canto tinha um colchão vago. Me acomodei o melhor que pude e resolvi dormir um pouco, para me refazer da madrugada insone no ônibus.

(continua)


Gorn in Rio – Prólogo

16/Outubro, 2009

Eu nunca havia estado mais do que um dia no Rio de Janeiro. O “nunca”, que fique bem entendido, significa “não com idade suficiente para aproveitar o que o Rio tem de melhor, a saber: samba, chope brahma e mulheres-com-sotaque-carioca, não nessa ordem”. Pois eis que, numa conjunção de fatores que muitos diriam ser obra de Deus, a) a cidade é escolhida como sede das Olimpíadas de 2016; b) eu descubro que no mesmo fim de semana do feriado do dia das crianças (não sou católico, 12 de outubro é, portanto, dia das crianças) o São Paulo vai jogar no Maracanã e c) uma amiga convida “vem pra cá”, oferecendo-se ainda para ser minha guia ao descobrir (e, como todo carioca, ficar indignado) que eu não conheço praticamente nada da cidade dela. Como prova ainda maior da sua boa vontade, ela monta uma programação regada de samba e chopp brahma e arruma ingressos para o jogo no Maracanã. Tendo acontecido esse alinhamento cósmico, como poderia eu dizer “não”? A única coisa que eu deveria providenciar era a estadia, e, sorte das sortes, encontro um albergue de 20 reais por dia, de frente para os arcos da Lapa. O que mais poderia querer? Pausa na narrativa 1: nunca tendo visto os famosos arcos da Lapa e sabendo que ali é, por tradição, o reduto boêmio, bairro de samba e de bamba, me parecia o lugar perfeito, dado inclusive o valor. Pausa na narrativa 2: um ou outro leitor pode estar pensando “que mané você rapá! A menina te chama pra ir pro Rio, se oferece de guia, te compra ingresso pro maraca e tú não vai pra casa dela?” Esclareço que eu sequer a conhecia, é amiga de um cara que trabalhava comigo e isso de guia + estádio ela faz pra todo mundo, não era porque eu estava com a bola toda. Definidos esses pontos, só para não dar a impressão de que eu sou mais bobo do que realmente sou, posso dar despausa na narrativa.

Eis que chega a sexta-feira a noite, arrumo minha malinha, me meto num ônibus rumo ao Rio e, precisamente sete da manhã do sábado, chego na rodoviária da Cidade Maravilhosa.

(continua)


Goiânia – 1a parte

30/Agosto, 2009

No começo da viagem é tudo festa, todo mundo de pé no corredor do ônibus puxando papo, esvaziando copos, fazendo amizades, distribuindo sorrisos e tapinhas nas costas. Mas havia o consenso silencioso de que não tinha mulher para todos e muitos teriam que viajar sozinhos, sonhando com as goianas, ou seja, a tensão estava no ar. Tal qual uma dança das cadeiras esperando acabar a música, todos os homens se olham meio que de soslaio, apesar dos cumprimentos e conversinhas amigáveis. Visando garantir uma pequena para chamar de minha, lembrei de uma lição valiosíssima que aprendi em marketing: esteja na cabeça do consumidor (o famoso share of mind), sendo nós os produtos concorrentes e as elas, as consumidoras. Mais que rapidamente lancei mão daquelas oito ou dez piadas manjadas, já testadas e aprovadas à exaustão em outros grupos, para todo o público feminino do ônibus. Somadas à farta distribuição de vodca e cerveja e outros itens de elevado teor alcoólico, elas garantiram sorrisos largos e simpatia sincera de todas as seis mulheres solteiras e disponíveis. Reconheço que um sobrenome estranho como Gorniak, que inevitavelmente gerou mais piadas prontas, testadas e aprovadas, facilitou o esforço de ser lembrado. O fato é que conforme o ônibus seguia seu caminho eu me sentia mais confiante. Sentei estrategicamente perto dos bancos de quatro meninas, de forma que eu poderia conversar facilmente com mais da metade do meu mercado consumidor. Tacada de gênio, certo? Errado. Como não fui só eu que tive essa brilhante idéia, 80% dos homens fizeram a mesma coisa, e o corredor do lado do meu banco ficou intransitável. As meninas acabaram por, pouco a pouco, levantar e buscar lugares menos muvucados, com a desculpa de ir ao banheiro ou pegar uma cerveja ou fumar lá na frente. Quando me vi, estávamos eu e outros tantos machos abandonados numa discussão acalorada sobre futebol. Foco, Paulo, foco, foi meu pensamento e levantei rapidamente, buscando ao menos uma das Seis Supremas para fazer graça. Achei uma cuja amiga tinha ido fumar e ela estava providencialmente na poltrona da janela.  Mais do que rapidamente, contando piadas e rindo e brincando, eu sentei no banco do corredor, fechando-lhe a passagem e qualquer perspectiva de fuga. Quando a amiga voltou me viu ali e nem reclamou, sentou na fileira da frente. Soltei um “yes!” mental: não sairia dali por nada, era só uma questão de tempo até ela cair nas minhas graças. De tempo e de vodca, que eu habilmente roubei uma garrafa e acomodei conosco. Bebida vai, gracinha vem, acabou que enfim consegui uma companhia para a ida e a certa altura, depois de toda a energia dispendida na conquista, dormi feliz.

Sei lá quanto tempo depois o ônibus parou, já eram oito e meia da manhã todos estavam descendo pra tomar café. Acordei todo pimpão pra falar bom dia para minha linda e tomei um puta susto. Caceta, trocaram de mulher do meu lado enquanto eu dormia!Ela não podia ser a mesma que eu tinha beijado horas antes. Nada contra ficar com mulher feia, que que é isso, alguém com um passado como o meu não nega tal coisa, mas é que eu jurava que a menina que eu tava xavecando durante boa parte da viagem era bonita, de verdade. Como é que eu pude errar assim? Só sei que localizei meu amigo tomando café numa mesa e já fui tirar satisfação:

- Meu, a menina que eu fiquei ontem era tão feia assim ontem ou algo aconteceu na madrugada?

- Ela não era feia.

- ao? Olha ela vindo aí.

Ela e a amiga passaram, eu cumprimentei e olhei pra ele, que estava completamente abismado.

- Eu sinceramente achei ela bonita ontem…

- Pra você ver, eu também. Sorte sua que você não pegou. Agora me faz um favor, senta do meu lado no ônibus ta? Passado o efeito da vodca, não vou conseguir mais encarar.

E assim foi. Voltamos ao ônibus, ele sentou do meu lado, eu fingi dormir quando ela entrou e acabei dormindo mesmo até chegarmos a Goiânia.

(continua)


Goiânia – Prólogo

28/Agosto, 2009

Era pouco antes do almoço, dia normal, trabalho normal, já pensando no que poderia ser feito a partir das 19h. Um amigo me liga e solta:

- Vamos pra Goiânia?

Assim, pego de surpresa, fiz a primeira pergunta que vem à cabeça, aquela mais óbvia e importante:

- Quando?

- Hoje. E voltamos domingo

Parei para pensar. Era sexta-feira. Seria um final de semana inteiro. Não é porque eu sou saudosista ou defendo minha terra natal, mas Goiânia é conhecida, e reconhecida, pelo monte de mulher linda que tem por lá. Só isso seria motivo pra eu ir. Mas ainda assim fiz um “Hummmm” interno de quem avalia as possibilidades de uma jornada maluca. Coisas da idade. Meu amigo percebeu minha hesitação e reforçou:

- Você, como bom goiano, sabe que lá é a capital das mulheres lindas.

Ponto pra ele, assim fica difícil argumentar. Tentei arrumar um empecilho.

- Como vamos?

- De ônibus.

Isso! Acabava de se abrir a mim um excelente motivo pra declinar do convite (apesar das morenas de cabelos negros escorridos não me saírem da cabeça): a viagem é cansativa, não sei se teria paciência pra umas 12 horas de percurso.

- O ônibus é open bar – emendou.

Bom, esse foi o argumento final, tudo o mais era irrelevante. Seja quanto fosse que essa brincadeira custasse, valia à pena. Seja lá o que fôssemos fazer, haveria mulher bonita em profusão.

- Tô dentro. Me passa o horário e o local de partida do ônibus.

No lugar e hora marcados, lá estava eu, mochilinha de viagem em punho contendo o necessário para um banho, perfume, desodorante e a melhor muda de roupa que consegui encontrar no armário. Como iria encontrar só mulher linda pela frente, não custa nada caprichar, certo? E graças a Deus dessa vez, se tudo corresse como planejado, não precisaria ficar procurando colchão, pois eu não pretendia dormir.

Encontrei meu amigo, descobri que era uma excursão para ver uma micareta, o que, ao meu ver, era mais ou menos garantia de mulheres já na viagem. “Melhor ainda,” pensei. “Nada como começar aqui treinando pra encarar as goianas depois”. Subimos no ônibus, nos acomodamos nos bancos e foi chegando o pessoal que ia junto. Quando fechou a porta e o ônibus pôs-se em movimento, pude fazer a contagem: 28 homens e 6 mulheres. Média de quase 5 barbados por garota. Ou seja, minhas chances de passar doze horas de viagem sozinho no ônibus eram enormes. Isso não era nada bom.

Fim do prólogo


Blogorniak – As Mil Faces do Gorniak

29/Maio, 2008

Senhoras e senhores, terráqueos e marcianos.

Bem-vindos ao meu segundo blog. O primeiro eu pensei que ninguém lia. Aí, para minha surpresa, descobri que liam. E plagiavam haha. Fiquei puto e execrei o infeliz “Cacete, por que raios tem que copiar tudo o que eu escrevo?”. Mas ao mesmo tempo fiquei lisongeado, porque se copiam é porque é bom. Então, resolvi insistir com esse negócio de blog e montei um maior, melhor e mais legal. (na verdade, espero que seja assim).

Quero aqui postar os textos de cada uma das minhas múltiplas identidades, cada um espacializado (ou não) em algum assunto. (aliás, alguém já assistiu aquele filme Identidade, com o John Cusack? O cara, que nasceu dia 10 de maio, tinha várias personalidades. Coincidência?)

Abaixo alguns dos Gorniaks que escreverão nesse espaço. Estava pensando em nomeá-los como “O Cronista”, “o Trovador”, “O Político”, “O Amante” e “O Malandro”, mas outro cara de olhos verdes já tinha feito isso antes. Então, tive que escolher outros personagens.

Nós todos esperamos que os leitores divirtam-se ao ler tanto quanto nos divertimos ao escrever. E não plageiem, por favor.